sábado, 5 de dezembro de 2009

Insucesso no horizonte

O atleta Rivaldo é extremamente racional e inume a riscos. Já o dirigente parece gostar de andar sobre o fio da navalha.

Com todo respeito à figura humana do técnico, mas não consigo ver horizonte para Francisco Diá no comando do Mogi durante o Campeonato Paulista. É aposta de altíssimo risco.

Particularmente, eu esperava alguém mais gabaritado. Sinceramente, espero estar errado nas minhas aflições. Gelson Silva e a invenção Paulo Campos me deixaram com os dois pés atrás.

Fogo no barraco

É uma coisa interessante o que acontece na cidade. De repente, um tema emerge com a força do núcleo de um furacão, espalhando suas lavas por quem esteja nas redondezas.
Depois, as lavas sedimentam, o furacão se acomoda e não se fala mais nisso.
Para não ficar no genérico, refiro-me ao conflito entre a Santa Casa e a Unimed, que produziu audiências públicas, debates, ofensas, ataques e, de repente, se fez coberto por silêncio sepulcral.
Felizmente, ao que se conseguiu saber, as partes estão conversando. O que já é um grande avanço. Estimo que cheguem a acordo, para a felicidade geral, exceto de quem gosta de pôr fogo no barraco.

Castelo mal-assombrado

Não creio haver a menor chance de outra cervejaria se instalar nas dependências abandonadas pela AmBev. Inclusive porque a multinacional já definiu a vocação do imóvel: será usado como depósito.
Já houve transferência de equipamentos de produção para outras unidades. Pelo seu aspecto dominador, a empresa não terá o menor interesse em criar uma cobra para picá-la mais tarde.
Muito diferente do que ocorreu posteriormente ao fechamento da Kaiser, o que deu oportunidade ao português José de Sousa Cintra de entrar no mercado brasileiro de cerveja. Infelizmente para Mogi Mirim, Cintra não agüentou e pediu água.

Dito isto, podemos nos preparar para conviver por muito tempo com o castelo mal-assombrado em que se transformou a enorme edificação localizada praticamente no centro da cidade, entre as avenidas Jorge Tibiriçá e Adib Chaib.

sábado, 28 de novembro de 2009

Não era para ser discutido

Ficou claro que não havia interesse em discutir o projeto de revisão da Planta Genérica de Valores, uma das bases de cálculo do IPTU.

O projeto foi enfiado pela goela dos vereadores uma semana após chegar à Câmara. E votado em duas sessões na mesma noite.

Agora, a Câmara é convocada extraordinariamente para votar o projeto que fixa os critérios para conceder isenção do IPTU às chamadas famílias carentes, que é uma derivação do anterior.

Ora, então porque não se deu duas semanas aos vereadores para examinarem e matéria, votando-se o projeto agora na próxima segunda-feira, juntamente com o outro?

Simples: o problema era o projeto da revisão e o prefeito queria que o assunto permanecesse na berlinda o menor tempo possível.

A Mesa da Câmara foi subserviente. Agiu como uma espécie de extensão do Executivo e fez o projeto tramitar em velocidade de Fórmula 1.

Ele é isso mesmo!

A reação do prefeito Carlos Nelson Bueno aos votos contrários ao projeto do IPTU é absolutamente previsível para o estilo da sua personalidade.

Os destemperos que teve em reunião com diretores em absoluto me surpreendem. Carlos Nelson é um dominador. Não se basta com o sucesso e a adesão da maioria. Precisa da unanimidade.

Seu histórico de relacionamento político é esse, desde que prefeito de Mogi Guaçu pela primeira vez. Jamais foi homem de mesuras e simpatias.

Posso falar até por experiência própria, uma vez que não apago de minha biografia a convivência que mantivemos em mais de uma ocasião.

Não há cristão que o fala refluir. Está para nascer quem o convença de que erra. Ele é assim. Foi este Carlos Nelson que Mogi Mirim elegeu por duas vezes, não podendo dizer que sua escolha foi um engano.

Estou avalizando, aprovando suas atitudes? Ao contrário. Ainda mais nestes tempos avançados que vivemos, acho que está em inteiro desacordo com os mais elementares princípios democráticos.

Estou apenas fazendo constatações. Carlos Nelson é isso sem pôr nem tirar.

sábado, 21 de novembro de 2009

Cada um como quer

Todo ser humano nasce com a virtude do juízo para poder exercer o direito de discernir.
Uma parte deles prefere ignorar essa benesse divina, de valor incalculável, para se entregar à subserviência mais servil.
Vidas perdidas.

Do que são acusados?

É recorrente nos discursos de que os políticos devem defender o ‘povo pobre da periferia’. Nos últimos dois meses, por exemplo, a desgastada frase se repetiu à exaustão.

Provavelmente vencido pelo excesso, estes dias me bateu na telha uma indagação, que passo à frente. Defender do que? Que crime esse povo cometeu? Do que é acusado?

Ora, bolas. Os pobres, sejam da periferia, do centro, da zona rural, dos morros e das favelas, não precisam de defensores, mas de agentes políticos que concorram para transformar as suas vidas. As vidas dos pobres – que fique bem entendido.

Para tomar o exemplo do momento, interpelo a quem quiser me responder: conceder isenção tributária muda a vida dessas pessoas? Retiram-nas do patamar em que se encontram e as alçam para uma melhor posição social?

Óbvio que não. Mas, antes que alguém se apresse a me rotular como ‘defensor’ dos povos ricos, deixo claro: não tenho posição contrária à concessão do favor. O problema é que ele ‘malemá’ (lembram que muitos dos nossos usavam essa palavra?) remedia. Não resolve nada. Antes, acho que serve mais a fins políticos. Como diz um amigo, em tom humorístico, isso “não infrói e nem contribói”.